quarta-feira, 23 de julho de 2025

Leitura de Verão - Questões para Discussão

    Na última sexta, terminei a leitura do livro "Leitura de Verão", de Emily Henry. É um romance que conta a vida da escritora de romances January Andrews após a perda de seu pai e descoberta de sua traição, abalando sua visão positiva sobre o mundo e a fazendo questionar suas próprias histórias e finais felizes. January se aproxima de Augustus Everett, antigo colega de faculdade e também escritor, por quem sempre foi atraída, ao se tornar vizinha dele. Gus, diferentemente, escreve poucos finais felizes e explora o mundo como ele realmente é.

    Demorei 1 ano para ler o livro todo. Eu o li em inglês, então muitas palavras e expressões ficaram soltas na minha cabeça, dificultando minha atenção já se deteriorando pelas redes sociais. Inclusive, pensei que o influencer @carringtonxx daria um bom Gus (pelo que me lembro ter entendido de sua descrição, na verdade eles não tem nada a ver, mas as covinhas pareciam combinar). Também é bom ressaltar que o peguei emprestado de uma pessoa que já nem faz mais parte da minha vida. Eu devia devolver o livro?

    Isso não é uma resenha. Isso é para quem já leu o livro e não tem companhia para discutir as questões do final da obra. Eu não sei fazer resenhas e não tenho embasamento nenhum para opinar sobre alguma coisa. Não é querendo tirar minha credibilidade, mas é mais para me prevenir de possíveis futuras pessoas rudes.


1. Quais tropos tradicionais de romance você vê sendo usados em Leitura de Verão? De que maneiras o livro desvia ou subverte os tropos de romance?

    Foi especialmente difícil escrever essa frase acima traduzida. Com "tropos", a autora se refere a dinâmicas de casal, como se desenvolveram. Nesse caso, eu acredito ter sido o Enemies to Lovers, ou seja, eram inimigos antes de se aproximarem. Quando January fala sobre seu tempo na faculdade, ela descreve que Gus e ela não eram amigos e, na verdade, ela o ignorava por completo por ele caçoar dela, seu jeito e sua escrita. Ambos se sentiam atraídos e acreditado que o outro o odiava. Sendo assim, não eram realmente inimigos, mas era o que January sozinha acreditava, alegando ter sido destratada. Gus, por outro lado, admite ter sido muito infantil mas ressalta no fim do livro que sempre tentou se aproximar da protagonista, tendo sido rejeitado todas as vezes.


2. Seja você um escritor ou não, como você vê o conceito de bloqueio criativo na sua vida? Se você pudesse dar um conselho à January para lidar com essas fases da vida, qual seria?

    Não sei se escritora de blog conta como escritora. Eu adoraria escrever livros e tenho muitas ideias para projetos, mas não tenho habilidade o suficiente (ainda) para botar no papel, mas desenvolvo arte de formas diferentes. A arte sempre foi parte crucial da minha vida e do meu desenvolvimento na infância até o momento que passei a criá-la. Nesses momentos, é importante refletir várias coisas. Eu (ainda!) não ganho dinheiro com a minha arte e não é necessário para mim o estresse da expectativa de criar logo. É claro que há momentos em que eu me sinto mais motivada ou inspirada, ou só sinto saudades. O que faço é, realmente, esperar. Passo meses sem criar nada simplesmente por não estar sentindo que devo, ou por não ter nada realmente urgente para tirar do meu coração, então apenas espero o tempo que for até o tempo certo. Para January é diferente, porque a carreira dela e consequentemente outras pessoas dependem do coração dela estar ou não sentindo algo. Independentemente disso, ainda não aconselharia apressar o processo - buscar inspiração com calma é mais benéfico que se estressar.


3. Se você pudesse visitar um dos cenários do livro, com um de seus personagens, quem e onde você escolheria?

    Eu gostaria de conhecer January, no final do livro. Não sei em qual cenário, mas eu teria várias perguntas a ela. Também me enxergo como uma pessoa super otimista, já adiantando a 5° pergunta! Desde sempre fui muito esperançosa e conforme eu cresço e envelheço, passo por MUITAS decepções. Nunca conheci pessoalmente alguém como eu, e acho que seria reconfortante ter uma conversa sincera com ela pra tentar curar alguma coisa em mim mesma. 


4. January tem um peso em suas costas devido às reações negativas ao seu gênero de escolha. Você já se sentiu envergonhado por gostar de um gênero específico ("book-shamed")? Envergonhado por sua carreira (career-shamed)?

    Por livro, acredito que não. Gosto muito de ler, e gosto de explorar gêneros diferentes, então esse tipo de questão nunca me afetou nem indiretamente. Quanto à carreira, já! Eu cursei 2 anos de Oceanografia e fui julgada desde o início até por pessoas próximas. É de conhecimento geral dos estudantes do curso que não é uma área conhecida, então é comum o estranhamento dos outros. Já ouvi de pessoas próximas que o que eu havia escolhido não tinha nada a ver comigo e, dessa vez, esses comentários tomaram muito conta da minha cabeça. No fim das contas, por esses e outros motivos, troquei de curso e fui para Pedagogia. Também fui muito julgada por inúmeras pessoas, mas já parecia ser mais aceitável para algumas pessoas ao meu redor. Jamais fui próxima de várias dessas pessoas, então é esquisito ouvir na cara que, de algum modo, elas me conhecem mais do que eu mesma ou que minhas escolhas são bobas.


5. Sua visão de mundo é mais como a de Gus ou a de January? Você costuma ser mais otimista ou pessimista? Isso mudou com tempo e experiência?

    January, para sempre e 1000 vezes. Já mencionado antes, sempre fui assim, mas o tempo sim mudou por um tempo o meu jeito de agir e lidar com as coisas. Perceber o quão BOBO é para as outras pessoas estar feliz consigo mesma fez eu passar a maior parte da minha adolescência muito insegura. Conhecer bons amigos e passar por muitas situações diferentes fez eu trazer de volta a positividade pra minha vida. Mesmo quebrando a cara tantas vezes, não posso não esperar o melhor dos outros (ainda é bom se prevenir!)


6. Várias das questões entre January e Gus começam com suposições. Como você percebe as experiências passadas de January se associando com as suposições que ela faz? Você percebe isso acontecendo na vida real?

    Percebo January talvez tão na defensiva pelo seu período de faculdade que ao encontrar Gus novamente, preferiu tentar reprimir tudo o que sentia. Gus por sua vez não pareceu estar tão errado sobre suas suposições a January - apesar de no íntimo eles não se odiarem, Gus tentava se aproximar de um jeito hostil e infantil e, obviamente, não foi correspondido, então sua suposição era parcialmente verdadeira.


7. O pai de January merecia seu perdão? Ela realmente o perdoou?

    Eu genuinamente penso que sim. O livro parecia ir para reflexões e abordagens sobre a complexidade das pessoas e não foi isso que aconteceu, ou pelo menos não como eu esperava. Mas todas as pessoas cometem erros, dos mais inofensivos a grandes efeitos borboleta, e eu sei disso mais que ninguém. O pai de January se arrependeu e se redimiu, jamais deixou de ser presente e dar à família o que mereciam. Acho questões como essa banais para serem discutidas principalmente nas redes sociais ou em grupos, mas, no fundo, todo mundo sabe que a vida não é um mar de rosas e todos temos nossos segredos e pecados. O importante, aqui, foi a forma em que ele lidou e reagiu. Quantas pessoas vemos no nosso cotidiano que erram sem se importar com as consequências justamente por não considerarem seus atos falhos? Tem muita sociologia por trás disso e um mérito que não quero abordar, mas a complexidade das pessoas corresponde também aos seus erros e a forma em que lidam, onde está atrelada também sua ética, até aquele momento. Hoje terminei um livro que me apresentou a frase "alguns erros não merecem consequências, só o perdão".


8. Você acredita na ideia de Felizes Para Sempre? Como o seu FPS se pareceria na vida real?

    Acho que acredito. Depois do primeiro filme da Cinderela, vieram mais dois, com outros problemas e questões. Talvez o Felizes Para Sempre seja o ponto de transformação, como em todas as histórias de contos de fadas. Para Cinderela, ter coragem e ser gentil lhe presenteou com justiça, depois de passar sua vida oprimida. Sair dessa situação foi seu Felizes Para Sempre. Para January, foi se redescobrir. Um momento em que você pode dizer "ufa, finalmente".

    Meu FPS seria ver meus pais felizes e descansando.


9. Você prefere ler livros com algum tipo específico de final? Você prefere saber que tipo de final esperar?

    Não! Minhas obras favoritas são todas deprimentes, mas eu juro que não estava esperando.

    Na verdade, até acho saudável consumir coisas diferentes, talvez nos deixe menos mesquinhos.


10. Qual é a sua leitura de praia perfeita?

    Nenhuma, pois na praia gosto de dormir e nadar.


11. Se January e Gus ganharem uma sequência, sobre o que ela seria? O que você acha que virá em seguida para eles? O que você espera, deseja?

    Eu adoraria ver Gus e January passando pelos mesmos problemas que eu pra que eu me sinta refletida e encorajada pela mídia e finalmente dar um jeito na minha vida. 


    De 5 estrelas eu daria 3! Foi divertido. As próximas perguntas que irei responder são as do livro "As Mil Partes do Meu Coração" (Without Merit) da Colleen Hoover, que completei hoje mesmo a leitura. Obrigada por lerem as minhas respostas!


- Luli

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Resenha de Monster High: O Filme + Final da História

    Boa noite! Não consegui me apresentar muito bem na minha última postagem. Além de ser a Luli, estudar e gostar de unicórnios, eu tenho uma personalidade, acredito eu, um pouco mais profunda que isso. O que mais parece importar pra mim pode ser encontrado no meu perfil do Blogger ☺ Mas para pintar um panorama dessa postagem, sempre fui fã de bonecas. É um hobby importante que fez parte gigante na minha vida. Esses dias, eu decidi assistir os filmes de Monster High em ordem cronológica (segui a recomendação da Recreio) e isso incluiu as novas animações e live-actions. Em Bem-vindo a Monster High de 2016, Draculaura tinha um blog. Então, decidi criar meu próprio blog. Mas aí descobri que eu já tinha um blog (este). E foi assim que eu voltei!
    Honestamente, não me lembrava dele. Nem que eu havia dito que preferia comer goiabas do que conversar com a minha maior inimiga, como se eu nem gostasse de goiabas (as quais eu gosto). Mas durante a minha jornada de assistir filmes, o primeiro live-action me deixou tão mas tão chocada que eu decidi voltar só para falar mal.
 

Resenha de Monster High: O Filme
    Eu não sei quem é Todd Holland e não sei absolutamente nada sobre diretores ou filmes, só sou perita em Monster High e gosto bastante de assistir as coisas por diversão. Fui pesquisar sobre ele e o rostinho dele parece bem simpático e amigo 😚 Então não vou criticá-lo, só o filme em si.
    No desenho animado, Frankie Stein é a personagem principal, com seus 15 dias de vida explora a escola para monstros, que acolhe monstrinhos de todos os tipos e cantos do mundo, incluindo um de seus pares românticos Jackson Jekyll, um normie (humano, normal) que acaba por se revelar meio monstro no decorrer das histórias. O live-action trouxe Clawdeen Wolf como protagonista e essa diversidade como desfecho e consequência do que acontece nele, o que significa que, na verdade, Monster High não aceita qualquer um. Tenho certeza que todo mundo pensou em Hogwarts, visto que a adaptação também trouxe os meio-sangue como rejeitados. É um pouco decepcionante que a mensagem principal da marca tenha sido alterada, mesmo que a protagonista, agora uma meia-humana, seja o que transforma a escola num lugar mais inclusivo (nesse e no próximo filme).
    Essa é a questão que mais me incomodou. Seja você mesmo, seja único, seja um monstro não significa que apenas monstros tem o seu direito de individualidade e respeito. Em Monster High - Uma Festa de Arrepiar (Ghouls Rule), o conflito entre normies e monstros também aparece. Apesar de os monstros também aprenderem a temer os humanos, em nenhum momento eles riem pela morte de um. Jackson tem um papel muito importante no filme, e ajuda os outros humanos a entenderem que ser diferente não é um problema, tanto que o final se desenvolve em uma festa entre todos para construir harmonia entre os dois mundos. De qualquer modo, os conflitos em si às vezes se parecem mais com travessuras do que..... nazismo. 👀
    A adaptação falhou também na construção dos personagens. Eles só são feios. Os figurinos são super estilosos, bonitos e detalhados, mas não compensam as maquiagens, que parecem tão preguiçosas que transformam as roupas em fantasias. Acho a Clawdeen a mais bem feita, mas mesmo suas amigas, Frankie e Draculaura, partes importantíssimas e com mais tempo de tela, têm suas peles coloridas mal feitas como se fossem produzidas com tinta guache, além de usarem lentes de contato coloridas feias. Por outro lado, é importante ressaltar que esse tipo de produção é difícil e exige um orçamento muito maior, entendendo assim que o possível foi feito.
    Outro choque foi ser um musical. O único musical anterior da franquia foi o Boo York, Boo York, e eu com franqueza não esperava outro. As músicas se assemelharam muito às sequências de Descendentes, em que, querendo ou não, não foram tão originais quanto as primeiras. Nenhuma música ficou na minha cabeça, nem do primeiro filme e nem do segundo, o que é uma pena porque os atores (com exceção do que interpretou Deuce Gorgon) têm vozes muito bem preparadas para canções que 1- são repetitivas e genéricas 2- não fizeram diferença nenhuma na história em si, que é o que eu espero em um musical. Seguindo isso, as coreografias também deixaram a desejar, e a única explicação que eu achei para isso foi por serem produções da Nickelodeon e não da Disney, porque apesar de ótimos desenhos e seriados terem sido feitos (no passado) por eles, os filmes mais excêntricos saíram de lá, como Castelo do Medo ou Os Padrinhos Mágicos, e mesmo sendo mais antigos, Monster High parece ter sido feito na mesma época pela falta de recursos visuais e gráficos.
    No fim, a maior parte da tristeza foi por uma memória nossa que não foi honrada como gostaríamos, mas isso é mais que comum em adaptações para os streamings. Tentando ao máximo tirar algo bom disso, o que percebo é o carinho que tenho, como senti com a adaptação de A Escola do Bem e do Mal. Devemos permanecer felizes por saber que Monster High não acabou como pensávamos há muito tempo atrás. A mensagem foi transfigurada, mas ainda está lá - independente de ser de forma muito, mas muito diferente. Dito isso, eu ainda não gostei e vou continuar criticando! 😁 Minha opinião quanto ao segundo filme não é muito diferente - as maquiagens iguais, as músicas péssimas, o Deuce canta mal. A presença da Toralei, mesmo com uma personalidade totalmente diferente (isto é, não ser vilã), fez eu aceitar melhor a ideia da obra adaptada. A atriz me cativou tanto, deu vida pra uma monstrinha do jeito dela. Eu não acreditava que o problema poderia ser os atores em si, quando eles pareciam preparados e só mal gerenciados, e talvez realmente não sejam, e essa atriz em específico só se destacou por acaso. Têm idades pela minha faixa etária e são principiantes, prefiro não colocar o peso em suas costas porque tenho certeza que cresceram com Monster High da mesma forma que eu e tiveram expectativas tão grande quanto o resto dos fãs. Ter participado desse projeto com certeza foi importante para eles, e eu sei que jamais poderia ter chegado onde chegaram, o que eu obviamente gostaria de ter realizado. De certo modo, fico muito feliz pelos filmes existirem pelo que significam para todos.
    Estarei deixando aqui embaixo os links da ordem cronológica dos filmes e o link de uma playlist para acessá-los gratuitamente.




https://recreio.com.br/noticias/entretenimento/qual-e-ordem-cronologica-dos-filmes-de-monster-high.phtml
https://youtube.com/playlist?list=PLmJvtfni_ubWZCHKt3cf09hMAfRVSOyUA&si=hfuuw-4VJTIRFJhm





Final da História


    Priscila e sua melhor amiga pararam de se falar e não foi por minha causa. Priscila, na verdade, disse para sua melhor amiga que iria se mudar para o exterior e acabou não se mudando na data prevista, o que pareceu, para sua melhor amiga, que ela estava mentindo, causando uma briga. Eu até tentei me meter no meio mas Priscila já não queria mais saber de nada. Ela realmente se mudou, e está lá até hoje. Depois de uma mera interação no Instagram alguns dois ou três anos depois, nunca mais nos falamos. Eu havia mudado de escola, mas voltei no ensino médio, sendo acolhida pela ex melhor amiga de Priscila. Hoje também não nos falamos porque não devolvi um de seus livros de A Seleção, eu acho.





- Luli

quarta-feira, 23 de março de 2016

Unicome!

Bem vindos a minha página!
Meu nome é XXX, mas algumas abreviações amigaveis que deram para mim é Luli. Mas como viram, aqui, nos unicornizamos. Então, me chamem de Lulicornia :-)
 Eu já tive um acanal no youtube, mas cansei com tudo, portanto, criei esse blog, e ao invés de ter apenas coisas sobre mim, vou dar dicas sobre qualquer coisa que eu gosto. Ou seja, o objetivo é atrair pessoas como eu! Vou ensiná-los a serem unicornios perfeitos. COMO EU!

23//03//2016 20:13

 A escola. Onde podemos zuar, aprender, ser idiotas. Na hora não queremos ir. Quando chegamos, não queremos sair. Igual banho. Hoje, foi um dia desses. Mas eu quis sair de lá o mais rápido possível.
 Há uma semana, quando finalmente fiz uma amiga, a melhor amiga dela começou a me odiar. Por que? Porque eu ficava com essa nova amiga. Acham justo? Poisè, nem eu. Mas o maior problema foi que todo o meu brilho de unicornio sumiu quando eu descobri isso.
 Hoje, na educação física, tivemos Handball. Jogo normal, um marca o outro e tals. E como essa Priscila da vida (Priscila de Cumplices de um Resgate shaushaushausa) não gosta de mim, eu tive que marcar ela. E o que aconteceu? Alguém foi jogar a bola pra "Priscila", e eu tive que pegar a bola. EM TODOS OS JOGOS DO MUNDO, ACABA TENDO UM EMPURRÃOZINHO OU OUTRO, mas quando eu dei apenas um toque, ela começou a berrar. Foi comigo. 
 E ela disse "Vai ser assim é?!" e eu disse "EU NÃO FIZ NADA!!" e agora esse lindo ser me odeia por motivos injustos! Não sei mais o que eu faço. Prefiro 1000 vezes comer goiaba ao invés de falar com ela.

Bom, espero que tenham gostado desse primeiro artigo. Terei mais amanhã!
-Lulicornia